Da evolução das insulinas

“Insulina é uma das grandes dádivas que a medicina ofereceu à humanidade.”

Foi com esta fala que o Dr. Zagury Leão abriu a palestra sobre Insulinas Comerciais que ministrou no encontro científico realizado pela Academia de Medicina do Rio de Janeiro, no dia 30 de maio.

Desde a descoberta da insulina, em 1921, por Banting e Best – sem esquecer da cadela Marjorie, muita coisa aconteceu.

BantingBest

Entre as primeiras insulinas, que eram extraídas de animais, e o que temos atualmente, os tratamentos evoluíram. De curta para longuíssima ação; da NPH, que é uma insulina em suspensão e, por isso, requer atenção do usuário, aos análogos, que permitem  “encurtar o início de ação e a duração (pré-prandial)” ou “aumentar o tempo de ação e abolir picos (basal)”.

Os análogos acabam trazendo, assim, maior estabilidade e melhor controle glicêmico. O resultado dessa interferência é percebido através dos exames de hemoglobina glicada (A1C), ou, como citado pelo Dr. Leão, o “padrão ouro para o controle do diabetes”. Consequentemente, os riscos de complicações (retinopatia, neuropatia, neuropatia, etc.) são reduzidos.

Mas, apesar de todas estas mudanças, ainda existe, hoje, uma situação que pode ser de complexidade para quem convive com o diabetes. Além de coordenar alimentação, hábitos saudáveis, conhecimento sobre a condição, é preciso ficar atento aos diferentes tipos de caneta de insulina e agulhas existentes. Cada uma tem um modelo específico, o tamanho das agulhas variam…

Da mesma forma como antes já se brigou pela padronização da dosagem em 100 Ui (houve um tempo em que cada frasco oferecia uma dosagem distinta: 20 Ui, 40 Ui, 80 Ui; cada uma exigindo uma seringa também distinta, o que gerava confusão e levava, em casos mais graves, à hipoglicemias e comas), pretende-se buscar agora a padronização de um só modelo de caneta e frascos refis.

Que a evolução siga para o bem e trazendo mais conforto e saúde a quem precisa dessas doses diárias de sobrevivência.

 

 

 

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